Este post é voltado em especial para os empreendedores, pessoas que empreendem por Oportunidade, por possuírem um sonho, uma nova idéia, mas não encontram maneiras de alcançarem seus objetivos e metas, devido à falta de coragem ou mesmo dificuldade em conseguir recursos financeiros, seja com a família, com amigos ou com a aprovação em processo seletivo em empresas de Venture Capital – Capital de Risco ou Seed Money – Capital Semente – com a apresentação de um Plano de Negócio que venha a demonstrar a viabilidade financeira do seu empreendimento.
Empreender com #Crowdfunding é possível? Quais são as iniciativas deste modelo no país?
Para compreender melhor o #Crowdfunding e a importância dele para o empreendedor, vamos fazer uma análise das modalidades de capital financeiro disponíveis para empresas e startups comparando os sistemas de Capital de Risco versus crowdfunding, seu alcance e cenário no mercado americano e brasileiro.
Capital de Risco é uma modalidade de investimento realizada por Fundos de investimentos (pessoas jurídicas) ou Angel Investor – Investidor Anjo – em empresas nascentes ou já em fase de colherem Lucros “gordurosos” em seus balanços.
Geralmente uma nova empresa, focando aqui as startups, que são modelo de negócios replicáveis e escaláveis diferenciando-se da empresa comum e em maioria do segmento de Tecnologia da Informação é quem mais necessita angariar este tipo de recurso financeiro, contudo para consegui-lo deverá passar por um criterioso e dificil processo seletivo, que para efeito de comparação parece mais concorrido do que um Vestibular em um curso como Medicina, Direito ou Engenharia.
Segundo dados levantados pelo 2º censo da Indústria brasileira de #PEVC – Private Equity e Venture Capital – realizado pela FGV, atualmente o Brasil possui cerca de 180 instituições de Capital de Risco, que de 2005 a 2009, no contexto do cenário do Empreendedorismo, alocaram cerca de R$ 36 bilhões (trinta e seis bilhões de reais) em 414 novos negócios mais os já investidos e apontados no 1º Censo, donde 70% dos recursos que foram investidos tem origem de empresas privadas – sendo em média 5% vindos de empresas de V.C, e 7% por meio da realização de competições de Planos de Negócios.
Interessante notar, que considerando que as startups ou empresas em estágio inicial, são os negócios que mais disputam estas competições, aproximadamente 1% do segmento de Tecnologia teve aporte desta modalidade de capital.
Assim como nos EUA, onde nos últimos 30 anos (conforme aponta a pesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor – 2009), uma em cada mil empresas recebeu algum tipo de investimento de risco. O Fato é preocupante, pois se torna mais fácil ganhar um milhão de dólar na Loteria do que conseguir capital desta natureza. Apesar de poucas empresas nos EUA terem conseguido capital de risco nota-se o valor que estas representaram na economia do seu país, correspondente à 21% do PIB e a maioria em empresas de alta Tecnologia, totalizando U$ 2,9 trilhões que geraram mais de 12 milhões de postos de trabalho. Comparando os investimentos feitos em startups, em média nos EUA foram investidos U$ 4,2 milhões por cada startup contra U$ 420 mil dólares nas tupiniquins.
Uma alternativa que vem demonstrando ser eficaz e promissora para a obtenção de recursos financeiros a fim de viabilizar novos empreendimentos, é o modelo de negócio denominado de #Crowdfunding (para mais detalhes veja o post sobre o conceito publicado no Blog LabelDesafios ) ou Microfunding que conta com a participação em “massa” de pessoas realizando “investimentos” ou doações para financiar um projeto ou nova idéia e que tendem a revelar novas startups, numa modalidade onde o empreendedor não necessita participar nem concorrer aos exaustivos processos seletivos de Venture Capital ou Seed Money (não desmerecendo estes), e sim, conseguir apresentar com entusiasmo e feeling a sua idéia vendendo bem o seu Pitch.
Modelo este já comprovado e de sucesso lá fora, a exemplo de empresas como Kickstarter, Kiva, MyC4, GetInvolved que juntos nos últimos 2 anos movimentaram mais de U$ 200 milhões (duzentos milhões de dólares) em apoio ao empreendedorismo em projetos postados online.
Como na rede social que promete ser alternativa ao Facebook, criada por 4 jovens americanos que ao postarem a idéia no Kickstarter, com a meta de atingir em menos de 1 ano U$ 10mil, conseguiram cerca de 6mil doações com média de U$ 34 por pessoa, totalizando U$ 200,6 mil dólares, e recentemente o projeto Ipod que também atingiu mais de U$ 220 mil criando uma pulseira que transforma o IpodNano num relógio de pulso. Idéias estas que vem demonstrando a viabilidade do modelo de microfunding e ganhando repercussão mundial e também com destaque para empreendimentos sociais, como na Plataforma GetInvolved o projeto do jovem de 16 anos, Ryan”S Well Foundation que tem como mesmo nome a sua Organização, que como exemplo de vida, mostra que não é preciso de Inovação para fazer a diferença no mundo, mas sim, ATITUDE e PAIXÃO, e teve como mantra saciar a sede de milhões de africanos.
No Brasil as iniciativas em Crowdfunding são poucas ainda, alguns sitios como o Fair Place que funciona mais como uma comunidade online de micro empréstimos se aproximam, e Queremos.com.br, mas nos últimos meses vem sendo organizado um grupo pioneiro para discutir e difundir o modelo no país, o #Crowdfundingbr que também vem desenvolvendo um portal em código aberto com apoio de diversos profissionais do mercado.
O Grupo, e aproveito aqui para convida-lo a participar a fim de se manter atualizado neste novo conceito que promete muito para os próximos anos, conta com a participação de variados profissionais da área de investimentos, startups, competições de planos de negócios, entre empreendedores que já atuam nesta modalidade como SensoIncomum, Impulso.org, LabelDesafios e claro da própria #DekDu, que também entrará com tudo neste mercado com enfase em suas soluções de Plataforma de Projetos e de pagamentos online, DekPag que vem sendo desenvolvida exclusivamente para atender a essa nova realidade que ronda o cenário empreendedor no país.