Archive for category Guilherme de Barros

DekDu ganha as ruas de BH nesta semana

Posted by on sexta-feira, 2 julho, 2010

DekDu Adesivo

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Caros amigos, fui hoje fazer uma plotagem no meu carro, ou seja, DekDu começa a ganhar as ‘ruas’ de Belo Horizonte. Qual será o número de pessoas que vai olhar essa propaganda? Tentei estimar, mas não é fácil. Acho que umas 50 pessoas por dia? Isso daria um bom número de 18.250 pessoas ao longo de um ano.

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Bom, sem pensar muito no número de pessoas quero registrar aqui o tipo de empresa que pretendo trazer para trabalhar conosco e experimentar o poder das redes sociais e principalmente da DekDu e da Kompleta.

A Hipercópias fez um excelente trabalho. Super profissional, rápido, preço justo. Fui super bem atendido. Espero em breve poder devolver esse profissionalismo em nosso projeto convidando pessoalmente esta empresa para ingressar conosco no desafio de construir um novo paradigma sócio econômico e ambiental.

Afinal, como está no slogan deles

“Tudo que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar real”

DekDu Adesivo 1


Crescimento Sustentável e Sustentado

Posted by on quinta-feira, 1 julho, 2010

Esse artigo é para homenagear e porque não comemorar uma “retwittada” de valor dada pelo @luislobao da Fundação Dom Cabral (6a. melhor escola de negócios do mundo no ranking da Financial Times). Ele é o responsável também pela comunidade Crescimento Sustentável e Sustentado no NING. O título dessa comunidade me lembrou muito uma fala do grande amigo Marcos Arruda (veja vídeo no final do artigo) em uma conversa com o Prof. Ladislau Dowbor que tive a grata satisfação de presenciar.

“Crescimento econômico sustentável é impossível” nas palavras dele, a não ser que entendamos por crescimento e por econômico algo diverso do que é entendido hoje. Eis alguns motivos que deixo para reflexão do estimado “novo” amigo Luis Lobão:

1)    Crescimento em uma sociedade de consumo é algo assustador pois a grande parte dos recursos é desperdiçada e uma sociedade baseada na posse certamente não conseguirá nutrir com um padrão de vida razoável 7 bilhões de pessoas, e se o fizer, tanto pior pois já excedemos em 30% a capacidade regenerativa do planeta mesmo com uma porção mínima consumindo bens econômicos;

2)    Um bem se torna econômico quando é escasso. Assim, o capital anseia pela escassez dos bens quando então pode realizar seu lucro. É fácil entender isso imaginando a água, tão necessária à vida, que há bem pouco tempo não era comercializada. Mas, na medida que fica escassa, vem se tornando um bem progressivamente mais valioso para o mundo econômico. Reflitamos sobre isso e não será difícil entender que tipo de reflexo uma economia baseada na escassez traz ao meio ambiente;

Eis porque a conversa entre o Marcos Arruda e o Ladislau Dowbor se deu durante um encontro que discutia o FIB sobre o qual já falei um pouco em artigos anteriores.

Acredito sinceramente que a DekDu, ainda que não seja a solução para estes dilemas, tem ao menos conceitualmente e também terá disponíveis as ferramentas para crescer o certo de maneira sustentável e sustentada. Temos uma proposta clara para mudança que parte do Indivíduo ao Coletivo e do Tangível ao Intangível.

a)     Uma plataforma de TI que permitirá atuar com SUSTENTABILIDADE (plataforma comercial), COOPERATIVIDADE (plataforma de projetos) e ESPIRITUALIDADE (plataforma de edutenimento) no ambiente da rede social (plataforma social);

b)    Uma proposta para gerar renda e emancipar pessoas para uma nova função de reestruturação social;

c)     Um projeto sócio educativo sólido para formação de indivíduos novos uma vez que tenham renda segura e um plano de ação para ser executado onde já existe uma demanda (como por exemplo os US$2,2 trilhões da futura Economia da Biosfera). Esse tipo de economia sim, poderia crescer livre baseada em novos conceitos de CRESCIMENTO, de ECONÔMICO e de SUSENTÁVEL;


Nascimento da espiritualidade e a superação da luta

Posted by on quarta-feira, 30 junho, 2010
Pietro Ubaldi

Pietro Ubaldi - Veja esse olhar

Abordamos os 3 ciclos sociais descritos por Ubaldi e Sarkar. Falamos sobre a força com aplicação da inteligência voltada para o trabalho braçal e para a luta física e sobre a astúcia com a aplicação da inteligência voltada para o trabalho intelectual e luta psíquica.

Falaremos agora deste último ciclo social em que a inteligência é orientada não mais para a luta física ou psíquica, mas para a superação da luta pela colaboração. É notória a ascensão desta nova consciência, muito bem descrita por Paulo Roberto da Silva no livro “Consciência e Abundância” (Niterói-2006). Juntamos a ela numa mesma tabela as visões analítico racional e sintético intuitiva segundo Gilson Freire no livro “Arquitetura Cósmica”. Veja no quadro a seguir a união destas duas tabelas:

Na DekDu este novo ciclo social é especialmente importante porque tem absolutamente tudo a ver com Coletivo e uma rede social trata da interação entre indivíduos formando o que é coletivo. Para entender melhor a conexão entre Espiritulidade>DekDu>Coletivo>Economia reproduzo aqui minha resposta a um post de um de nossos franqueados mais ativos em nosssa comunidade do Orkut:

“Pablo, [...] Ainda vamos conversar muito sobre economia que é um tema fundamental para redes sociais. Porque economia é a forma de “pensar” do ser coletivo. Imagina que somos células…e essas células formam um tecido. As células fazem trocas entre si enviando sua produção a outras células e recebendo delas aquilo que elas produzem.

Este tecido passa a ter uma vida própria por conta desse ritmo, fluxo, forma, intensidade dessas trocas. É assim com o tecido social…a economia ditando ritmo, fluxo, forma, intensidade, tipos de trocas, entre outras coisas.

Por isso a economia é e será tão importante na DekDu. Uma economia concentradora de renda é como um tecido que não permite a chegada de oxigênio a algumas de suas células.

Todas precisam “respirar”.”

Que tipo de inteligência seria mais bem aparelhada para coordenar o que é coletivo? Para permitir que todas as células “respirem” e recebam oxigênio? Vamos agora tentar qualificá-la e assim esclarecer o que a palavra ESPIRITUALIDADE carrega de significado para nós na DekDu.

Não pretendo recorrer a definições acadêmicas, filosóficas e muito menos religiosas para o termo ou discutir o “sexo dos anjos”, mas apenas perceber a manifestação desta consciência como nova forma de proceder na relação consigo, com os outros e com o ambiente. Uma boa forma de perceber espiritualidade é observá-la como energia psíquica menos orientada para a luta e mais para a colaboração.

O interessante é que o desgaste de energia neste tipo biológico é mínimo. Ele entende de construções permanentes e se interessa especialmente por aquelas intangíveis (valores morais se preferir) realizadas dentro de si mesmo. Sua felicidade está muito menos sujeita às condições exteriores pois aprendeu a satisfazer-se com a “posse do necessário e a paz de consciência”. Embora não procure riqueza, poder ou notoriedade, tudo isso parece buscá-lo no momento adequado e ele as direciona sempre para realizações coletivas sem a sanha individual de vitória sobre os outros mas sim COM os outros.

Se é fato que do cansaço da força surgiu a astúcia agora percebemos que do cansaço da astúcia surge a ESPIRITUALIDADE no ser. Assim como a astúcia dos políticos, diplomatas, generais e “poderosos” do mundo soube conduzir a força para seus próprios fins (dominação psíquica e econômica), a espiritualidade nascente da nova consciência saberá comandar a astúcia destes para seus “próprios” fins que são os fins de fazer parte de um tecido saudável onde todas as células usufruem do necessário a uma vida plena e feliz.

E assim, ampliamos pouco a pouco, a partir de nosso ego, nossa consciência em direção a um espaço de progressiva coletividade e unidade conforme nos ensina Sarkar neste belo gráfico neohumanista:

Indico muito estes dois livros para os caros amigos:
Arquitetura Cósmica e Consciência e Abundância


O desgaste da astúcia: dominação, luta psíquica e superação biológica

Posted by on quarta-feira, 23 junho, 2010

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A análise da astúcia merece um pouco mais de detalhes por ser o tipo biológico predominante ou o ciclo social atual. A astúcia surgiu da vantagem biológica de superar-se o império da força bruta. Com o passar do tempo e amadurecimento da humanidade, um grupo de indivíduos capazes de dominar elementos mais sutis de seu meio passaram progressivamente a obter poder subjugando mais e mais a brutalidade crua.

Assim, não mais o guerreiro comandava mas agora ele era comandado por generais, políticos, religiosos (vipra Sarkar) representando a força intelectual orientada para a luta psíquica e não somente física.

Mas podemos de fato perceber que no reino da astúcia, se a inteligência estratégica dos intelectuais das mais diversas áreas passou a dominar, em uma área específica eles se destacaram há alguns séculos e hoje um tipo específico de astuto está no topo da cadeia de domínio: o mercantilista (vaeshya Sarkar). Não é por acaso que das 100 maiores economias do mundo, 51 são empresas. Eles souberam organizar o capital, o comércio, a moeda, as bolsas, as finanças…enfim, tudo que hoje coloca a quase todos sob inteiro domínio de um grupo relativamente pequeno de pessoas. Na verdade, se poderia reunir em uma festa para talvez umas 500 pessoas, quase 80% da riqueza privada do planeta. Basta saber que a fortuna pessoal dos 3 homens mais ricos é superior ao PIB dos 43 países mais pobres e que apenas 358 das pessoas mais ricas detém uma fortuna conjunta (~US$1 trilhão) equivalente à riqueza disponível para 2,7 bilhões dos mais pobres.

Pode-se perceber essa energia psíquica da astúcia em praticamente toda a humanidade. Ela é tão largamente presente que é a forma ‘natural’ de ser. Chamamos instinto de preservação a arte de cuidar de nós em primeiro lugar, de nossa família, de nossa cidade, nação e assim por diante. Quanto menos adiantado o astuto, menor é seu círculo de interesse e mais profundo seu amor apenas por si mesmo (egoísmo). Ele busca a felicidade não somente em prazeres mais físicos como o bruto mas já é capaz de refinar seus desejos e se interessar pela arte, pelo belo, e encontra alguma satisfação em tornar-se mais culto tendo necessidade de status e reconhecimento social para sentir-se pleno e feliz. É muitas vezes o indivíduo que dedica-se às atividades caritativas e busca realizar mudanças positivas em seu meio mas sempre dando do que lhe sobra, jamais do que lhe é necessário.

O desgaste de energia neste tipo biológico é mais psíquico que físico. Ele entende de construções transitórias mas pouco ainda edifica dentro de si mesmo. Sua felicidade ainda está sujeita às condições exteriores e ele ainda a busca nas experiências sensoriais sedento de encontrar tranqüilidade para as lutas que o mantém na posição de líder social. Não importa em qual campo tenha sido vitorioso, essa vitória parece estar sempre ameaçada pela luta de ascensão de outros astutos que lhe cercam como aves de rapina aguardando a morte de sua presa. Ele muitas vezes só conhece as aproximações por interesse e o prazer do amor e amizades sinceras muitas vezes lhe escapam entre os excessos da riqueza, dos prazeres, da fama, do poder.

Se é fato que do cansaço da força surgiu a astúcia agora devemos entender o que surge do cansaço da astúcia, e assim saberemos que tipo biológico terá ascensão no novo ciclo social. Mas primeiro devemos perceber os movimentos de queda de um ciclo e ascensão do outro que lhe dará seqüência. Sugerimos dois bons vídeos (Wakeup call e A História das Coisas) que mostram essa tendência estão em nossa área de vídeos. Agora podemos aferir que nasce um novo tipo biológico e uma qualidade particular que a ele podemos atribuir, não mais força ou astúcia para luta, mas uma energia nova para a colaboração. A essa energia chamamos de espiritualidade.



Época Negócios: DekDu em sintonia com as novidades

Posted by on terça-feira, 22 junho, 2010

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Quero comentar com vocês alguns artigos da última edição da revista Época Negócios (Junho 2010 / n. 40). Vamos por ordem de relevância:

“As empresas erram” por Elisa Campos: ela entrevista Christopher Meyer que afirma sobre a importância futura das worknets.

Relação com a DekDu: pretendemos que nossa plataforma de projetos seja algo altamente inovador e base para a construção de modelos sócio-econômicos inéditos. As afirmações deste renomado consultor nos mostram que não só estamos no caminho certo como já estamos avançados neste caminho (veja foto da reportagem 1 2).

“Platéia ou Protagonista” por Oscar Motomura: nesta reportagem o colunista ele fala de uma das maiores preocupações dos CEOs que é gerar protagonismo entre funcionários.

Relação com a DekDu: mais uma vez estamos conectados à nossa plataforma de projetos e também à de edutenimento, gerando uma nova educação voltada para o protagonismo não só nas empresas mas sobretudo o Protagonismo Sócio Econômico. Por isso tratamos nossos usuários como PROSUMIDORES e não somente CONSUMIDORES. Prosumidores são PRODUTORES, CONSUMIDORES e sobretudo PROTAGONISTAS que sabem utilizar suas escolhas de produção e utilização. (veja foto da reportagem).

“Colaboração: o fim das ilhas de negócios” por Edson Porto e Álvaro Oppermann: neste encarte, em um dos artigos, falam sobre o Shift Index que inclusive foi tratado recentemente no blog ReadWriteWeb, uma de nossas maiores referências. Este relatório produzido em Harvard mostra o esgotamento do sistema unicamente apoiado nas regras do capital e indica a necessidade de um caminho de sinergia em plataformas colaborativas.

Relação com a DekDu: nossa plataforma de cooperação e projetos é realmente uma estrela. Acreditamos que ela será de grande utilidade não somente para empresas de todos os portes mas também para a sociedade civil e o poder público. Em breve apresentaremos um pouco mais sobre nossa plataforma de projetos. Aguardem! (veja foto da reportagem).

“A economia da biosfera” por John Elkington: neste artigo ele afirma que o passivo ecossistêmico das 3 mil maiores empresas de capital aberto do mundo já somam US$ 2,2 trilhões e que o impacto desta nova economia emergente deverá ser tão profundo quanto o da Revolução Industrial.

Relação com a DekDu: sempre estivemos de olho acreditando na emersão deste mercado. Durante todo o século XX, se intensificando absurdamente nos últimos 50 anos, a maior parte do capital humano foi direcionado para a industrialização. Uma era que deixou suas marcas. Para solucionar os paradoxos impostos por essa industrialização crescente será de fato necessário o surgimento de uma nova economia agora baseada em uma reestruturação sócio econômica ambiental. Nós queremos fazer esse bolo crescer e não somente pegar uma fatia dele. (veja foto da reportagem).


O desgaste da força: sobrevivência, luta física e superação biológica

Posted by on terça-feira, 22 junho, 2010

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Vamos passar rapidinho pela análise da força. Aqui estamos falando de força física mesmo: brutalidade, coerção, violência, ameaça. É mostrar os dentes literalmente. Não podemos negar que a força é componente ainda muito presente nas relações sociais, sob diversas formas. Mas já muito pouco aceita em termos coletivos. Digamos que alguém pode ameaçá-lo para tomar sua carteira ou seu carro, mas dificilmente ele vai conseguir roubar-lhe uma promoção no trabalho agindo dessa forma.

Mas vamos voltar um pouco no tempo e compreender como ganhou espaço social esse tipo de manifestação da consciência. É que recém saída da animalidade, a agora chamada ‘humanidade’ percebia a si mesma em meio as suas necessidades de manutenção mais básicas (segurança, abrigo, alimento, fisiologia, sexo). Podemos assim dividir a força em duas formas para efeito didático (Sarkar): a que surgiu primeiro orientada para o trabalho e produção do necessário ao bem estar nas sociedades mais primitivas. E uma outra posterior que orientou a força para a agressividade, coerção, violência e ameaça. Notem que essa segunda já é mais ‘evoluída’ que a primeira já que percebe a possibilidade de obter vantagem de algo que antes era usado com muito mais inocência.

Imaginamos então aquela tribo primitiva reunindo homens macacos em torno de fogueiras, trabalhando e caçando juntos, até que um mais forte observa que pode tirar vantagens de sua estatura e vigor. Mas não como os animais o fazem, inconscientemente, não como os chefes de grupos de leões, hienas ou gorilas. Ele não é o macho alfa apenas por instinto. Já o é por uma ‘astúcia embrionária’. Ele conduz sua força para um objetivo específico de obter vantagens e sua força é coordenada por uma mente mais consciente. Ele produz as primeiras ferramentas orientadas para esse fim e as utiliza sem piedade.

Eis em resumo o modelo biológico da força. Atualmente percebemos essa energia no homem impositivo, intransigente, beligerante. Tudo ele transforma em guerra. Não na guerra psicológica mas na guerra brutalizada da agressão que não aceita diplomacia, diálogo e opinião. Quando não percebe vantagem imediata para si esse homem se lança logo à destruição pois a ele só interessa estejam de pé as estruturas que o favoreçam de alguma forma. Ele se interessa apenas pelo que de mais material há nas coisas. Vive sem muita atividade psicológica e o pouco que há de psiquismo em suas atividades é normalmente direcionado para prazeres mais materiais e normalmente em excesso (alimento, bebida, sexo, consumo).

O desgaste de energia neste tipo biológico e imenso. Ele literalmente entende de matar e morrer em seu frenesi existencial. Não sabe conservar-se. Nele a luta é mais material em todos os sentidos e isso o desgasta. É assim que com o tempo, aprendendo a conservar-se o homem abandona esse tipo biológico por lhe ser mais conveniente um outro. Foi então superada a fase da força por imperativo de conservação e vantagem biológica existencial. Conservar energia e realizar mais com menos esforço utilizando agora a força do bruto a seu favor e não mais contrapor-se a ela em luta física e material.

Para nós, na DekDu, importa muito mais saber sobre o ciclo social seguinte ao da força. Que tipo de homem soube superar o forte e comandá-lo? Isso porque estamos no limiar de uma nova transição e é fundamental para nós compreender que tipo biológico virá comandar o novo ciclo social que se anuncia.


Os ciclos sociais da força, astúcia e espiritualidade

Posted by on segunda-feira, 14 junho, 2010

Como alguns de vocês já sabem ainda não chegou o momento de abordar a parte prática da DekDu nas minhas postagens… ainda vou chegar lá. É que as plataformas que desenvolvemos (social, comercial, projetos e edutenimento) e as ferramentas e aplicativos que farão parte dessas plataformas têm uma razão de existir e essa razão não é apenas o mercado. Elas formam uma estrutura para antecipar um futuro lógico e previsível. Para entender o que espera o homem no futuro é fundamental perceber no seu passado e presente a lógica e dinâmica de seu movimento evolutivo.

Nesse movimento evolutivo a psicologia humana é impulsionada da força à espiritualidade, passando pela astúcia. Dois filósofos modernos que estudei e tenho estudado ao longo destes anos me convenceram disso com sua argumentação lógica e profunda: Pietro Ubaldi (italiano) e P.R.Sarkar (indiano). Deixo dois links principais sobre cada um deles mas a vida destes dois não pode obviamente ser reduzida a uma única página para ser lida. Recomendo fortemente o estudo mas basicamente eles nos mostram uma mesma realidade.

A primeira manifestação do psiquismo consciente humano foi na direção da FORÇA. Pietro Ubaldi não faz distinção mas Sarkar a divide em duas: Shúdra (força para o trabalho) e Ksáttrya (força para a luta), ou seja, o trabalhador e o guerreiro.

O trabalhador utilizou sua consciência para realizar trabalhos manuais (caça, plantio, pesca, produção de ferramentas, fogo, etc.) e o guerreiro a utilizou para usurpar sem ter que desgastar-se com o trabalho.

A segunda manifestação dessa energia psíquica consciente foi na direção da ASTÚCIA. Mais uma vez Sarkar a divide em duas:  Vipra (intelectual) e Vaeshya (aquisidor ou mercantilista). É que o uso da força bruta imprime sacrifícios significativos ao corpo físico e o ser humano achou mais vantajoso aplicar seus esforços na construção de ferramentas mais sutis de luta e dominação (política, diplomacia e até mesmo religião quando mal utilizada). Podemos ver claramente a luta entre força e astúcia em filmes como Gladiador, Coração Valente e outros.


Mas, também a astúcia se cansa, evolutivamente falando, e se desgasta de estar sempre submetida à astúcia do outro. Nela não há vitória definitiva pois baseia-se na esperteza, na argúcia, na enganção. Para o astuto não há descanso pois vê-se obrigado a cuidar de seus espólios, suas riquezas e suas conquistas defendendo-as sempre dos demais. Ele se cerca de poder, de riquezas, de luxos, de prazeres apenas para ver-se privado de tranquilidade, sossego e paz.

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E quando se cansa, a astúcia transforma-se em ESPIRITUALIDADE genuína. O homem espiritualizado parece reunir em si a força para o trabalho e a luta constante no mundo e a astúcia é bem empregada para preservar-se da maldade dos homens, porém nele brilha uma nova energia psicológica. Não mais lhe interessam as vitórias do mundo se não vierem acompanhadas de uma vitória interior. Ele reconhece a impermanência do mundo e acredita serem pequenas suas riquezas e valores. Muito mais lhe interessa alcançar vitórias como as de uma maior compreensão de si mesmo, da natureza e dos mistérios do ser, do destino e da dor.

Na etapa da força, o homem conhece a luta rude e sangrenta, quase ainda como animal. A fase seguinte é ainda de luta, mas agora psicológica, sutil e estratégica. Para finalmente adentrar no universo em que se superará a luta e o desgaste. Eis a fase que entrará em breve a humanidade e a DekDu lhe será uma ferramenta útil na aplicação destas novas energias psíquicas.

Em outros artigos vamos falar mais sobre cada fase, pois continuam vivas e latentes em nós. É importante lembrar que citar estes dois filósofos não implica que concordemos com absolutamente tudo que dizem. Segue agora alguns links interessantes para estudá-los:

Prout (Teoria de utilização progressiva) – Modelo sócio econômico espiritual preconizado por Sarkar

A Grande Síntese – Livro mais significativo de Pietro Ubaldi


Você é quem constrói sua realidade e seu futuro

Posted by on sexta-feira, 11 junho, 2010

Hoje, 10:45h, meu telefone soa o alarme… faltam quinze minutos para uma reunião importante. Eu havia me esquecido. Saí de casa vestido de forma absolutamente casual, calça esporte, blusa de manga e tênis, roupa de ir ao clube ou jogar tênis no frio… fazem idéia?

Pensei: “**deu !”

Não dá tempo de ir trocar de roupa e já vou chegar um pouco atrasado. Pra essa reunião deveria estar de terno ou no mínimo roupa social. Fui me encontrar com o presidente de uma importante instituição pública, cargo indicado diretamente pelo Governador do Estado.

Pensei: “A indicação para essa conversa foi informal, trocamos algumas ideias pela Internet, quer saber… vou assim mesmo.”

Sabe, meus amigos, já encontrei muitas pessoas com poder suficiente para impulsionar os projetos que procuro desenvolver, dos quais a DekDu é um dos mais importantes. Presidentes de grandes companhias públicas e privadas, acadêmicos muito bem formados, jornalistas conhecidos, políticos de grande representatividade, investidores de bolso cheio, comunicadores e publicitários criativos, religiosos inspirados e aprendi algo que considero importante:

Presidentes de instituições podem lhe conceder empréstimos e patrocínios com uma canetada… mas, você deve trabalhar com os recursos que tem, sejam eles financeiros, humanos ou de outra ordem.

Acadêmicos bem formados podem ajudar-lhe com teorias modernas e auxiliá-lo na estruturação conceitual de seus projetos com pouquíssimo esforço, mas você deve perseverar, mesmo que não conheça tão profundamente sobre determinados assuntos como os especialistas.

Jornalistas podem em alguns minutos divulgar suas ideias e projetos em grandes veículos de comunicação, mas você deve dar sua boa notícia aos mais próximos e aos interessados em ouvi-lo com os recursos de que disponha.

Políticos podem aprovar leis que facilitem e beneficiem enormemente a implantação de seus planos, mas você deve atuar acima dos interesses provisórios buscando realizar o que é bom a despeito das dificuldades.

Investidores podem assinar-lhe um cheque suficiente para estabelecer uma base financeira segura, mas você deve tirar de seu próprio bolso, cortar excessos e fazer economias para ser o primeiro e maior investidor de seus sonhos.

Comunicadores e publicitários tem experiência para ajudá-lo a comunicar ao público certo a mensagem justa, mas você deve falar com a naturalidade e entusiasmo que só a paixão e crença em suas ideias podem conferir mesmo sem a oratória.

Religiosos inspirados podem lhe dar apoio ao coração e bom ânimo para a luta, mas você deve buscar a fé e a confiança dentro de si mesmo, apoiado na certeza inabalável de que seus projetos e ideias são úteis e válidos.

Enfim, muitas pessoas estão em posição de ajudá-lo e certamente você vai passar por situações e pensar o quanto certas pessoas podem fazer com os talentos que têm, mas, nunca, nunca guarde seus próprios talentos enquanto espera por elas.

Por isso falo com vocês, até com certa emoção: muitas pessoas puderam abrir portas que se mantiveram fechadas pra mim em minha luta para empreender, mas todas aquelas que se abriram sempre com ajuda de amigos nem sempre tão influentes, ricos, bem formados, comunicativos ou inspirados se deram pela força espiritual que nasceu em meu coração quando confiei que o quê pretendo realizar é útil e bom para meus semelhantes.

Muita Paz.


Entregando Felicidade: um caminho para lucro, paixão e propósito

Posted by on quarta-feira, 9 junho, 2010

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Pessoal, para vocês verem que não estou brincando. Não pude deixar de vir aqui postar novamente, no dia do meu aniversário, um tanto a contragosto da minha esposa, pelo horário.

Quero falar rapidinho para vocês sobre este livro traduzido livremente para o português no título do post: “Delivering Hapiness: a path to profits, passion, and purpose”.

Só o título já me conquistou. Já logo pensei “puxa, gostaria de ter escrito esse livro”. Porque de fato essa seria uma boa descrição para minhas expectativas para a DekDu: Entregar felicidade e ser um caminho para lucro, paixão e propósito.

Clique na foto para conhecer o livro

Esse jovem da foto tirou uma empresa praticamente do nada e em Julho a vendeu para a Amazon por 847 milhões de dólares. Faturou 1 bilhão de dólares no último ano.

Tem uma ótima matéria na Pequenas Empresas Grandes Negócios Junho 2010 e veja algumas das dicas dele para empresas nascentes:

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1)      Atendimento ao cliente deve ser prioridade total, é investimento e não despesa;

2)      Adicione a palavra “Uau” ao vocabulário da empresa;

3)      Dê poder aos funcionários;

4)      É normal “demitir” consumidores abusados;

5)      O boca a boca na internet é fundamental e funciona;

6)      Não faça competição por preços;

7)      Não guarde segredo e não se preocupe com concorrentes;

8)      Desconfie dos especialistas;

Veja este artigo como degustação mas não deixe de ler essa edição que está muito boa.

Uau pra vocês!


Busca felicidade na vida, no trabalho, em tudo que faz? ou FELICIDADE?

Posted by on segunda-feira, 7 junho, 2010
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Quem acompanhou meu último post leu estes termos: ciência hedônica e “esteira rolante” hedônica ou hedonics treadmill. Nada mais é que a ciência que estuda a felicidade, tema de pesquisas sérias de cientistas que buscam entender como afinal de contas podemos saber mais sobre a maior motivação das pessoas: a felicidade.

E aí entra o segundo termo que foi traduzido por “esteira rolante” hedônica. Ele se refere a uma adaptação neuroquímica do cérebro a estímulos que trazem felicidade. Isso é muito fácil pra qualquer pessoa entender pois todos nós passamos por isso. Colocamos nossa felicidade em coisas exteriores sejam elas materiais (bens de consumo, emprego, conquistas diversas) ou imateriais (romance, reconhecimento, fama) e quando as alcançamos, depois de um tempo, elas já não nos satisfazem mais, não nos trazem os mesmos níveis de felicidade e realização. Por que isso?

É que nosso cérebro se adapta às emissões químicas produzidas por aqueles estímulos. Compre um carro novo e até o cheirinho dele te faz sentir uma sensação de prazer. Menos de trinta dias depois já está cobiçando outro. Exatamente nesta parte já muitas pessoas começam a pensar “Ora, mas isso é bom, isso impulsiona a vida, um pouco de ambição faz bem, traz progresso…” e esse raciocínio é muito compreensível e justificado desde que saibamos que estamos correndo numa E-S-T-E-I-R-A.


E correr numa esteira pode te fazer ficar sarada(o), bonita(o), saudável mas não espere chegar ao outro lado da rua correndo nela. Então, você pode ficar feliz comprando um carro, arrumando um bom emprego, um bom romance, reconhecimento ou fama, mas não vai ficar FELIZ. Quem entendeu essa diferença entre felicidade e FELICIDADE deve continuar lendo os artigos seguintes mas quem ainda não entendeu, e falo isso sem julgamentos, melhor voltar pra esteira.

Boa corrida!